CSB – Seccional Paraná elege nova diretoria e reafirma o compromisso com as lutas em favor dos trabalhadores

O Congresso Estadual do Paraná foi o quarto de uma série de eventos promovidos pela CSB ao redor do País. A iniciativa, que já reuniu congressistas em Santa Catarina, Fortaleza e Rio de Janeiro, visa promover a qualificação e a formação política e intelectual de seus líderes.

Em Curitiba, a abertura aconteceu na noite do dia 23. Nos dois dias subsequentes, cerca de 120 sindicalistas participaram de um ciclo de oito palestras. Ora interativas, ora analíticas, as apresentações permitiram que os dirigentes esclarecessem dúvidas e debatessem, ao lado de especialistas, a atual conjuntura do Brasil.
Fortalecer a representação sindical, bem como compreender o papel dessas entidades na luta contra as reformas que prejudicam a classe trabalhadora, foram o foco dos debates promovidos entre os dias 23 e 26 de maio.

Cerimônia de posse aconteceu durante o encerramento do Congresso em Curitiba; organizados contra os retrocessos, dirigentes também aprovaram moções
Após dois dias de formação política e sindical, representantes e líderes de cerca de 40 entidades elegeram, na manhã desta sexta-feira (26), a nova diretoria da Seccional Paraná. Os escolhidos para representar a entidade no estado pelos próximos cinco anos tomaram posse durante a cerimônia de encerramento do Congresso da CSB.

A união dos sindicatos em prol do fortalecimento da Central foi o tema do discurso do presidente eleito, Agenor “Cacá” Pereira. “A Central tem que trabalhar junto aos sindicatos, para que esses possam agir junto aos trabalhadores. Para mim, é uma honra e uma responsabilidade que serão compartilhadas. Vamos trabalhar com responsabilidade, seriedade e compartilhar ideias”, defendeu o presidente da Seccional Paraná.

Cacá Pereira, que também é vereador de Curitiba, reafirmou ainda o desejo de manter um posicionamento ativo, pautado na ampliação e fortalecimento da CSB no estado. “São várias categorias, cada uma com as suas peculiaridades e necessidades. Mas sei que juntos podemos somar esforços e ajudar uns aos outros”.

Otimista e crente na capacidade dos dirigentes paranaenses de se organizarem em prol da classe operária, Antonio Neto agradeceu a participação dos congressistas presentes. “Eu tenho orgulho de presidir essa Central. Não dá pra pensar na CSB sem a seccional Paraná. Eu saio daqui profundamente orgulhoso. Esses quatro dias foram um embrião. Espero que tenhamos aqui a maior central regional do estado do Paraná. Já temos um grande número de filiados, vamos crescer mais”, afirmou o presidente da CSB.

Juvenal Pedro Cim, presidente de honra da Seccional Paraná, relembrou o histórico de lutas das centrais sindicais no Brasil e as dificuldades enfrentadas para garantir a representação nacional dos trabalhadores. O dirigente ainda reforçou a importância de manter o compromisso com os sindicatos filiados e com os trabalhadores do Paraná. “Quando fundamos a CSB, começamos com 28 sindicatos, apenas dois no Paraná. Hoje temos 52 sindicatos filiados e duas federações no estado. E a tendência é que esse trabalho de luta e conquistas continue para atingir um número cada vez maior de trabalhadores”.

União e luta

José Avelino Pereira (Chinelo) destacou a participação massiva dos líderes sindicais do Paraná. Para o vice-presidente da CSB, a união se faz necessária não apenas durante o Congresso de formação, mas principalmente na mobilização contra os ataques sofridos pelos trabalhadores no Congresso Nacional.

“A direção eleita hoje terá um papel fundamental, porque o momento exige muita luta e muito trabalho. Vocês têm a missão de guiar no Paraná um movimento em defesa dos trabalhadores, contra as reformas. Nós não vamos desistir. Não vamos desistir do Brasil. Precisamos manter os trabalhadores unidos com a Central”, defendeu.
A tentativa da mídia, dos parlamentares e do setor empresarial de esconder as consequências desastrosas das reformas trabalhista e previdenciária falharam. Segundo Álvaro Egea, graças à grande mobilização organizada pelas centrais sindicais com o apoio da classe trabalhadora, a verdade foi escancarada e a luta pelos direitos ganhou força em todo o País.

“Nós ganhamos essa guerra da informação. Há um grande sentimento entre a população de que é preciso frear essas reformas. Esse bombardeio que os trabalhadores sofreram de propaganda enganosa não adiantou. Não porque a mídia ou os empresários estavam do nosso lado, mas porque nós travamos uma guerra para desmontar os fundamentos das reformas. Nós fomos para o debate, para as ruas.

Estávamos na mobilização de 15 de março, na greve do dia 28 de abril e juntamos 200 mil pessoas na marcha do dia 24 em Brasília”, explicou o secretário-geral da CSB.
Entre os congressistas, as palestras de formação e os debates levantados foram de suma importância para garantir maior embasamento nos enfrentamentos. “O que ficou evidenciado nessa programação é que nos aprofundamos nas reformas. Fica claro que se forem aprovadas da maneira que estão postas, o alvo é a desmobilização do movimento sindical brasileiro”, reafirmou o secretário dos Profissionais Liberais da CSB, Cezar Amin.

Moções

Além de eleger a nova diretoria da Seccional Paraná, os dirigentes aprovaram duas moções durante o encerramento do Congresso, ambas relacionadas à marcha das centrais realizada em Brasília. Convocada pelas centrais sindicais, a manifestação foi realizada na Esplanada dos Ministérios.
A mobilização do dia 24 reuniu mais de 200 mil pessoas de todos os cantos do Brasil, entre trabalhadores e dirigentes sindicais, para protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência. O protesto também teve como foco exigir a renúncia do presidente Michel Temer e pedir por eleições diretas para a Presidência.

O posicionamento combativo da Central foi elogiado pelos dirigentes do Paraná. “A CSB é o melhor instrumento de luta e de vanguarda dos trabalhadores”, ratificou Raimundo Firmino dos Santos, representante dos movimentadores de mercadoria de Toledo e 2º secretário da CSB.
O primeiro documento aprovado nesta sexta em Curitiba é de repúdio à polícia militar do Distrito Federal e à maneira truculenta como foram tratados os militantes que marchavam de maneira pacífica e ordeira.

“No dia 24 cumprimos com a nossa missão, que era levar militantes sindicais para Brasília, dar a nossa contribuição contra as reformas e pedir por eleições diretas já. A polícia se preocupou em nos atacar. Os trabalhadores foram para Brasília pacificamente. Temos de desfazer os mitos criados pela mídia”, disse Alvaro Egea.

A segunda moção foi de congratulação à delegação da CSB, que participou da luta de maneira altiva, organizada e pacífica. Para o presidente Antonio Neto, a marcha representou o fortalecimento de um movimento nacional pelos direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro.

“Está chegando o momento em que todos nós devemos nos unir do mesmo lado, na defesa dos interesses dos trabalhadores. Nós lideramos uma energia para que o Brasil se coloque contra essa bandalheira. Foram os trabalhadores que lideraram, que foram para luta”, enfatizou o presidente nacional.
Fonte: CSB

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