TICs projetam crescer 2,6% em 2016, puxadas pela Tecnologia da Informação

No Brasil, TI somou aporte de US$ 60 bilhões e cresceu acima da média mundial em 2015.

Os números preliminares da IDC indicam que a TI no Brasil cresceu acima da média mundial em 2015, com alta de 9,2%, contra os 5,6% globais. Em todo o mundo, os aportes em tecnologia da informação somaram US$ 2,2 trilhões, dos quais US$ 60 bilhões no Brasil.

A previsão para este 2016 é de que a TI continuará em alta, ainda que em ritmo bem abaixo do ano passado. O crescimento estimado pela consultoria é de 3%. No agregado com telecomunicações, o setor de TICs terá alta de 2,6% – a diferença é por conta da queda “sem precedentes”, segundo a IDC, de 0,5% em telecom. Os resultados oficiais só devem ser conhecidos no fim de maio.

“Essas previsões refletem o grande desafio das empresa de telecomunicaçoes em reconstruir seu modelo de negócios em um cenário em que as receitas tradicionais caem”, avaliou o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), Jorge Sukarie, ao participar de seminário sobre tendências do setor, realizado pelo Sebrae nesta quarta, 27/4, em Brasília.

O desempenho manteve o país entre os principais mercados mundiais de TI, ficando em sexto no ranking da IDC para 2015, atrás dos Estados Unidos (US$ 727 bilhões), China (US$ 227 bilhões), Reino Unido (US$ 122 bilhões), Alemanha (US$ 107 bilhões) e França (US$ 76 bilhões).

Os números também implicam que o Brasil representa quase metade (45%) do mercado de TI na América Latina, seguido do México (20%), Colômbia (8%), Argentina (7%), Chile (6%), Peru (4%) e Venezuela (2%) – os demais países da região somados representam 8%.

Como explicou o presidente da Abes, Jorge Sukarie, o mercado de hardware ainda é mais da metade no Brasil, com US$ 33,5 bilhões do total de US$ 60 bilhões em TI no ano passado. O segmento de serviços responde por US$ 14,2 bilhões e software, US$ 12,3 bilhões.

“Isso é natural em países que ainda estão investindo em infraestrutura, enquanto aqueles mais maduros aprimoram a oferta de serviços. Mas essa participação vem caindo e a expectativa é que software e serviços acabem representando mais de 50% do total”, afirmou Sukarie.

Fonte: Luís Osvaldo Grossmann – Convergência Digital

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