Lego aposta em pecinha eletrônica para dar vida às construções físicas

Smart Brick estreia com proposta de brincadeira interativa sem telas e começa pela linha Star Wars

Lego – A Lego apresentou um dos projetos mais ousados de sua trajetória recente: um computador em miniatura totalmente integrado a uma clássica peça 2×4, capaz de responder a movimentos, sons e à proximidade de outros blocos inteligentes.

Batizada de Lego Smart Brick, a novidade chega ao mercado em março e marca a estreia da plataforma Lego Smart Play, revelada durante a CES 2026, nos Estados Unidos. Procurada pelo Tecnoblog, a empresa informou que, por enquanto, não há planos de lançamento no Brasil.

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“Embora não possamos compartilhar mais informações agora sobre a disponibilidade em outros mercados, nossas equipes estão trabalhando para levar o Lego Smart Play a fãs e construtores ao redor do mundo”, afirmou a empresa.

Brincadeira interativa sem telas

A proposta do Smart Brick é adicionar comportamento às construções físicas sem recorrer a telas ou aplicativos durante a brincadeira. Ao reconhecer Smart Tags, minifiguras compatíveis ou outros blocos inteligentes nas proximidades, o sistema dispara sons, luzes e ações sincronizadas.

Os primeiros conjuntos usam o universo Star Wars como vitrine da tecnologia. Sabres de luz vibram, motores ganham som e trilhas clássicas da franquia são ativadas conforme a montagem e a interação evoluem.

Os três primeiros conjuntos confirmados pertencem à linha Lego Star Wars, com valores entre US$ 70 e US$ 160 (aproximadamente R$ 380 a R$ 860, em conversão direta e sem impostos). Todos incluem ao menos um Smart Brick, minifiguras inteligentes e etiquetas interativas.

A empresa já indica que a plataforma será expandida futuramente, com novos temas e atualizações.

Diferenciais do Lego Smart Brick

Diferentemente de iniciativas anteriores da marca, o Smart Brick não utiliza pilhas tradicionais nem câmeras. O funcionamento é baseado em carregamento sem fio e em uma rede Bluetooth em malha, que permite às peças identificar sua posição e orientação no conjunto.

O bloco reúne sensores de movimento, inclinação e luminosidade, além de um pequeno alto-falante integrado. Também há um microfone, que atua exclusivamente como sensor de som.

“Já vi situações em que você sopra nele – se, por exemplo, você o coloca em um bolo de aniversário, ele faz as coisas acontecerem. Ele é usado basicamente como mais um ponto de sensor; não está gravando nenhum detalhe, apenas captando essas entradas relacionadas ao som e reagindo em tempo real ao que as crianças estão fazendo com ele”, explicou a porta-voz Jessica Benson.

O sistema não conta com inteligência artificial nem com câmeras, o que o torna incompatível com linhas como Lego Mario. No interior da peça está um ASIC personalizado, menor que um único pino Lego, com firmware que pode ser atualizado por meio de um aplicativo no celular.

Por que apostar em brincadeiras sem tela?

Segundo a Lego, o Smart Play representa a maior transformação do Lego System-in-Play desde o lançamento das minifiguras, em 1978.

“Por mais de 90 anos, o Grupo Lego tem estimulado a imaginação e a criatividade das crianças. O Lego Smart Play é o próximo capítulo”, afirmou Julia Goldin, diretora de produto e marketing.

Tom Donaldson, vice-presidente do Creative Play Lab, reforça a proposta: “Estamos unindo criatividade, tecnologia e narrativa para criar experiências mais envolventes, tudo isso sem telas. Acreditamos que estamos estabelecendo um novo padrão para experiências interativas e imaginativas”, disse ele.

(Com informações de Tecnoblog)
(Foto: Reprodução/Divulgação)

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