Após investigação do Cade, WhatsApp adia proibição de IA de terceiros no aplicativo

Novos termos que entrariam em vigor nesta semana foram adiados por 90 dias, após Cade abrir inquérito contra a Meta por prática anticompetitiva

WhatsApp – O WhatsApp suspendeu por 90 dias a aplicação dos chamados Novos Termos no Brasil. A decisão mantém, temporariamente, o funcionamento de chatbots de inteligência artificial de terceiros na plataforma. A medida foi adotada após a abertura de um inquérito pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a Meta, controladora do aplicativo.

Com o adiamento, empresas que oferecem chatbots de uso geral continuam podendo operar no WhatsApp de usuários brasileiros durante o período de carência, que começa a valer a partir desta quarta-feira (15). Na prática, a mudança não traz impactos imediatos para quem utiliza o aplicativo no país, já que a entrada em vigor das novas regras estava prevista para esta mesma data.

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Os novos termos, que já foram implementados em outros países, limitam o acesso de empresas à API do WhatsApp e restringem o uso de assistentes de inteligência artificial dentro do mensageiro. Em mercados onde a medida passou a valer, apenas soluções de atendimento ao cliente são permitidas, e assistentes de IA de uso amplo acabaram deixando a plataforma, permanecendo apenas a ferramenta de IA da própria Meta. A Itália foi uma das exceções, após manifestações contrárias de autoridades regulatórias locais.

No Brasil, a investigação do Cade se baseia na suspeita de que a Meta estaria adotando práticas para dificultar a atuação de concorrentes. O órgão avalia que o WhatsApp se tornou essencial para a comunicação digital e funciona como um ponto de acesso relevante para outros serviços, o que poderia caracterizar uma estratégia de autopreferência ao restringir chatbots de empresas rivais.

Além do inquérito, o Cade já havia determinado uma medida preventiva para impedir a aplicação imediata dos novos termos. Outras empresas também apresentaram denúncias relacionadas a possíveis práticas desleais no segmento. Até o momento, a Meta não se manifestou especificamente sobre a concessão do prazo de 90 dias, embora tenha negado irregularidades quando a investigação foi instaurada.

(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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