Agente de IA popular entre desenvolvedores é proibido por gigantes da tecnologia

Capaz de controlar computadores, OpenClaw preocupa companhias e leva a proibições imediatas em ambientes corporativos

Agente de IA – Empresas de tecnologia de diferentes portes e áreas de atuação começaram a proibir o uso do OpenClaw em equipamentos corporativos. O assistente de inteligência artificial, que ganhou popularidade recente por poder se conectar a outros modelos de linguagem e até assumir o controle remoto de computadores, passou a ser visto como um risco à segurança digital das companhias.

Segundo reportagem da Wired, organizações passaram a comunicar formalmente seus funcionários de que o uso da ferramenta em notebooks corporativos, computadores de escritório ou qualquer dispositivo conectado à rede da empresa está vetado. A justificativa é a possibilidade de exposição de dados sensíveis e falhas de proteção.

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Startups e grandes empresas, como a Meta, já adotaram o bloqueio, com aplicação imediata das regras e até ameaça de demissão em caso de descumprimento. Em algumas companhias, o tema já vinha sendo debatido em canais internos antes da decisão oficial.

Outras organizações preferiram uma abordagem mais cautelosa. A desenvolvedora de softwares Valere, por exemplo, optou por suspender temporariamente qualquer uso da plataforma enquanto realiza uma análise detalhada para identificar possíveis vulnerabilidades. A liberação futura não está descartada, mas dependerá de garantias mais sólidas de segurança.

Riscos apontados

Desde que começou a ganhar visibilidade entre entusiastas e desenvolvedores de IA, o OpenClaw também passou a ser alvo de críticas relacionadas à segurança. A principal preocupação está no próprio funcionamento do agente: ele pode interagir diretamente com o sistema do computador e acessar arquivos, dados e serviços.

Essa autonomia amplia tanto o potencial de uso quanto os riscos. Entre as ameaças apontadas está a possibilidade de injeção indireta de comandos, que poderia permitir que terceiros obtivessem acesso remoto a informações armazenadas no dispositivo. Em ambientes corporativos, isso significaria uma possível porta de entrada para servidores internos e documentos confidenciais.

Também foram identificadas campanhas coordenadas que exploraram o repositório da plataforma, onde supostos recursos adicionais estavam, na prática, associados a malwares voltados ao roubo de dados.

Apesar das restrições, uma das empresas ouvidas afirmou confiar em seus próprios sistemas de monitoramento de rede. Segundo a companhia, qualquer atividade irregular do agente de IA seria detectada e bloqueada antes de causar danos.

Recentemente, o criador do OpenClaw, Peter Steinberger, foi contratado pela OpenAI, responsável pelo ChatGPT. Ele declarou que pretende manter o projeto com suporte ativo e código aberto, mesmo após assumir o novo cargo.

(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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