Aulas gratuitas – Uma iniciativa do Instituto Burburinho Cultural que disponibiliza oficinas gratuitas que combinam artes visuais e robótica educacional será levada até Curitiba. O projeto tem o objetivo de estimular a criatividade, o raciocínio lógico e a exploração tecnológica entre alunos da rede pública.
A escola selecionada para receber o projeto é o Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, localizado no bairro Capão Raso. Para sediar as atividades, a instituição ganhará um estúdio maker completo, equipado com impressoras 3D, tablets, iluminação em LED, mobiliário e materiais pedagógicos.
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O espaço servirá de base para as oficinas, que passarão a integrar a parte diversificada do currículo do ensino integral, especialmente nas áreas de Robótica e Programação.
Durante as atividades, os estudantes serão incentivados a explorar a tecnologia de forma criativa e lúdica, relacionando conceitos científicos e artísticos. O Engenhoka chegou à capital paranaense em 2025, durante sua segunda edição. Agora, o estúdio continua em funcionamento com uma nova turma de alunos, marcando a primeira etapa de manutenção do espaço.
Em 2026, o projeto deve alcançar 480 estudantes. Além de Curitiba, o Engenhoka também será realizado nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Macaé (RJ), São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo (SP).
Integração entre arte e tecnologia
O Engenhoka é estruturado como um projeto multidisciplinar em que os estudantes participam de oficinas regulares que relacionam técnicas de artes visuais com fundamentos da robótica educacional.
As atividades ocorrem em um estúdio maker equipado com impressoras 3D, tablets, mobiliário, caixas de livros e materiais pedagógicos. Ao final da iniciativa, toda a estrutura instalada permanece na escola, ampliando o acesso dos alunos a recursos tecnológicos no ambiente educacional.
Além de incentivar habilidades como criatividade, foco e pensamento lógico, o projeto busca aproximar áreas tradicionalmente separadas, mostrando que a robótica também pode dialogar com a arte.
“Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de oportunidades. Meu papel é ajudar a construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura abre caminhos, desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”, afirma Joelma Veiga, produtora executiva e responsável pelo projeto.
Metodologia aplicada nas oficinas
A metodologia do Engenhoka combina lógica, prática tecnológica e referências da História da Arte dentro de um ambiente maker voltado à experimentação.
Em cada instituição participante, um professor e monitores conduzem as atividades com os estudantes. O processo de aprendizagem é organizado em cinco módulos, reunidos em um box maker individual entregue a cada aluno.
A abordagem pedagógica de robótica educacional foi desenvolvida pela empresa Picodec Edtech, especializada em cultura maker aplicada à educação. A organização criou a linha do tempo e a base pedagógica das aulas, conectando conceitos de robótica a obras de artistas visuais que transformaram paradigmas entre os séculos XIX e XX.
(Com informações de HojePR)
(Foto: Reprodução/Freepik/pch.vector)


