Uso de IA avança na cibersegurança, enquanto ameaças se sofisticam

Estudo mostra que maioria das organizações já usa IA para se proteger, enquanto crimes digitais se tornam mais complexos

IA avança na cibersgurança – A adoção de inteligência artificial na área de cibersegurança já é realidade para a maioria das empresas, mas o avanço da tecnologia também amplia os riscos digitais e expõe fragilidades na proteção corporativa. É o que aponta o relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Accenture.

De acordo com o estudo, 77% das organizações já utilizam ferramentas de IA em atividades de segurança digital. Entre as operações mais comuns está a identificação de tentativas de phishing, golpe digital que rouba dados sensíveis da vítima, adotada por pouco mais da metade das empresas. Ao mesmo tempo, a tecnologia também tem sido explorada por criminosos para ampliar a complexidade e a sofisticação dos ataques.

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Esse cenário contribui para que 87% dos líderes empresariais enxerguem vulnerabilidades relacionadas à IA como uma ameaça cibernética. A pressão para adotar novas soluções, segundo a Accenture, tem avançado mais rápido do que as medidas de precaução. Em um ano, quase o número de organizações que avaliam a segurança de ferramentas de IA antes da implementação quase dobrou.

O levantamento também revela mudanças na percepção de risco entre executivos. As fraudes digitais e o phishing passaram a liderar as preocupações dos CEOs, superando o ransomware. A gravidade do problema é fica evidente quando 73% afirmam ter sido afetados direta ou indiretamente por golpes cibernéticos no último ano.

Já entre os responsáveis pela segurança da informação, o ransomware continua no topo das ameaças, evidenciando um desalinhamento entre as prioridades da liderança e das áreas técnicas, fator considerado preocupante pelo relatório.

Além dos desafios atuais, o estudo destaca riscos em ascensão. Ataques que combinam impactos digitais e físicos já preocupam parte dos líderes de operações industriais e logísticas. Outro ponto de atenção é a infraestrutura básica da internet. Embora quase todo o tráfego internacional dependa de cabos submarinos, poucas empresas incluem esse risco em seus planejamentos.

(Com informações de IT Forum)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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