Cães robô são aposta de big techs para reforçar segurança de data centers

Cães robô são aposta de big techs para reforçar segurança de data centers

Equipamentos autônomos passam a integrar a vigilância de data centers, com promessa de eficiência, redução de custos e operação contínua

Segurança de data centers – Você confiaria a segurança de bilhões de dólares a um robô de quatro patas? Na corrida pela proteção de centros de dados, gigantes da tecnologia mostram que sim.

Companhias como Meta, Amazon, Microsoft e Google vêm direcionando parte dos mais de US$ 670 bilhões investidos em 2024 para a adoção de cães robôs. Esses equipamentos são capazes de patrulhar infraestruturas críticas, onde dados digitais são armazenados e processados continuamente.

LEIA: Primeiro dia de declaração do IR 2026 tem falhas no sistema e na pré-preenchida

Vigilância automatizada ganha espaço

Dispositivos como o Spot, da Boston Dynamics, e o Vision 60, da Ghost Robotics, deixaram de ser apenas protótipos e passaram a integrar operações de segurança. Segundo reportagem do Business Insider, os robôs percorrem corredores, salas de servidores e áreas externas em busca de falhas e riscos operacionais.

Com sensores avançados, eles identificam vazamentos, variações de temperatura, presença de gases e até ruídos fora do padrão. Também conseguem ler indicadores analógicos e mapear ambientes com tecnologia LiDAR, detectando alterações no espaço monitorado.

A tecnologia já está em uso em locais como o Novva Data Centers, em Utah, e o Oracle Industry Lab, em Chicago. O investimento inicial, que varia entre US$ 165 mil e US$ 300 mil por unidade, pode ser recuperado em cerca de 18 meses, considerando o custo anual de equipes humanas de vigilância, segundo dados do setor.

Além da economia, os robôs operam sem interrupções, suportam condições extremas e utilizam interfaces baseadas em inteligência artificial para interagir com técnicos e visitantes.

Expansão e limites da automação

Apesar das vantagens, a adoção exige planejamento. Infraestrutura para recarga, troca de baterias e definição de rotas são fundamentais para garantir o funcionamento adequado. Obstáculos físicos e características específicas dos ambientes também podem impactar o desempenho.

Ainda assim, o mercado segue em expansão. Estima-se que cerca de 500 mil robôs industriais, incluindo cães robôs e drones, estejam em operação atualmente, com projeção de dobrar até 2030 e movimentar US$ 21 bilhões, de acordo com o Business Insider.

O avanço da tecnologia também reacende o debate sobre o impacto no emprego. Representantes da Ghost Robotics afirmam que os robôs, apesar de não adoecerem nem tirarem férias, têm papel complementar. As decisões críticas continuam sob responsabilidade humana.

Esse movimento faz parte de uma tendência mais ampla de automação. Empresas como a Samsung já estudam fábricas totalmente operadas por robôs humanoides, projetados para replicar movimentos humanos em ambientes industriais.

Nos centros de dados, os cães robôs atuam como sensores móveis, operando tanto em áreas externas sob altas temperaturas quanto em corredores internos resfriados, ambientes onde a estabilidade é essencial para manter o funcionamento contínuo do mundo digital.

(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Leia mais