Brasil cria base para bloquear celulares roubados mais rápido

Novo recurso amplia funcionalidades do Celular Seguro, com rastreamento e atualizações automáticas sobre o status do aparelho.

Celulares roubados – A adoção do novo cadastro dinâmico ocorrerá de forma progressiva, começando pelos 14 estados que já utilizam o Procedimento Policial Eletrônico (PPE). Ainda assim, a tecnologia depende da publicação de um ato normativo para que passe a operar oficialmente.

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Como funciona a nova base de celulares?

A base é definida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) como uma “estrutura tecnológica” voltada ao monitoramento em tempo real de aparelhos roubados ou furtados, assegurando “respostas mais rápidas das forças de segurança e dos sistemas de proteção ao cidadão”.

Hoje, o Brasil dispõe apenas de um cadastro baseado em registros feitos manualmente pelos usuários, com atualizações limitadas sobre a recuperação dos dispositivos. Com a nova proposta, o sistema passará a incorporar automaticamente dados sobre localização, bloqueio e eventual recuperação dos aparelhos, a partir da integração com bancos de dados estaduais.

Entre as principais vantagens previstas estão:

• maior rapidez na mobilização das forças policiais;
• integração entre o registro de ocorrência e o bloqueio automático do dispositivo;
• interrupção mais ágil de acessos indevidos a contas bancárias;
• disponibilização de informações em tempo real ao usuário sobre a situação do aparelho;

Estados que já contam com soluções próprias para recuperação de celulares poderão manter seus sistemas, com a possibilidade de integração à nova plataforma nacional.

O Celular Seguro, lançado em 2023, é um serviço gratuito que permite ao cidadão bloquear rapidamente o aparelho, a linha telefônica e aplicativos bancários em casos de roubo, furto ou perda. Uma atualização recente ampliou seu alcance, permitindo o acionamento do serviço mesmo em dispositivos que não tenham o aplicativo instalado, facilitando o uso em situações emergenciais.

(Com informações de TecMundo)
(Foto: Reprodução/Freepik/kkolosov)

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