Paraná – Pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) desenvolveram um sérum cosmético produzido a partir da fibroína, proteína extraída dos casulos do bicho-da-seda (Bombyx mori). O produto foi criado durante o mestrado em Ciências Farmacêuticas de Maria Vitória Ferreira da Silva, sob orientação da doutora Audrey Alesandra Stinghen Garcia Lonni.
A iniciativa integra a terceira fase do Projeto Seda Brasil, criado em 2016 com apoio do governo do Paraná. O programa reúne universidades, a Associação Brasileira de Seda (Abraseda) e a empresa Bratac com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da seda no estado.
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Atualmente, o setor movimenta cerca de 2 mil pequenos e médios produtores rurais distribuídos em 176 municípios paranaenses. “A equipe trabalha em diversas frentes, como o melhoramento genético das larvas, aumento da resistência dos casulos e suplementação alimentar dos bichos-da-seda”, explica a coordenadora-geral do projeto, Cristianne Cordeiro Nascimento.
Tecnologia e bem-estar
A pesquisa tem como foco a fibroína, proteína conhecida por suas propriedades regenerativas e cicatrizantes. De acordo com a professora Audrey Lonni, o formato em sérum foi escolhido por permitir absorção mais rápida e eficiente pela pele.
“As pesquisas indicam que a fibroína tem alto poder cicatrizante e ajuda na renovação da pele”, afirma Cristianne Nascimento.
Segundo os pesquisadores, o cosmético forma uma película protetora sobre a pele, contribuindo para a hidratação e melhora da textura do rosto.
Próximos passos
O sérum já passou por testes clínicos em voluntários e apresentou resultados considerados positivos pela equipe responsável. O projeto também possui pedido de patente registrado.
A próxima etapa envolve a transferência de tecnologia para que o produto possa ser comercializado. Para isso, será necessário concluir as comprovações exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela regulamentação de cosméticos e produtos de saúde no país.
Além do sérum facial, os pesquisadores também trabalham no desenvolvimento de adesivos para a região dos olhos e curativos voltados ao tratamento de queimaduras.
Na futura quarta fase do Projeto Seda Brasil, a proposta é estudar o aproveitamento da crisálida — estágio de desenvolvimento do inseto — na produção de suplementos alimentares ricos em proteínas e ômega 3.
(Com informações de Tribuna do Paraná)
(Foto: Reprodução/Magnific)


