CARTA ABERTA: O SINDPD-SP NÃO ASSISTIRÁ DE BRAÇOS CRUZADOS A TENTATIVAS DE INVASÃO DE SUA BASE

Não permitiremos que a categoria de TI seja migrada para entidades sindicais com normas coletivas precarizadas; tampouco permitiremos o flagelo sindical

CARTA ABERTA SINDPD-SP – O SINDPD-SP, na preservação de sua base de representação, buscou na justiça onde o bom senso não imperou. A decisão judicial serve como recado claro de que o SINDPD-SP não assistirá de braços cruzados a tentativas de invasão de sua base territorial de representação, sob nenhuma hipótese! Não permitirá que sua categoria seja migrada para entidades sindicais com normas coletivas precarizadas, bem como não permitirá o flagelo sindical.

A situação criada nos dá a oportunidade de uma reflexão ao momento sindical que vivemos, bem como resgatar os valores que nortearam e norteiam a essência de nossa existência e atuação.

É hora de parar! É hora de repensar! É hora de mudar!

Lembremos aqui da trajetória de luta que o movimento sindical travou para garantir, em especial no Brasil, conquistas ao trabalho digno, honesto e próspero aos indivíduos de uma sociedade tão desigual.

É certo, bem como a história prova, que não bastam legislações, por meios de suas palavras conquistadas, senão pela força coerção que emanam dessas.

Sabemos que não é fácil a sustentação de direitos e conquistas, inclusive lutar e resistir ao longo dos anos para tentar garantir a necessária equivalência entre capital e trabalho.

Assim, chegamos ao longo da história ao marco mais recente e violento contra toda uma estrutura de respeito e dignidade ao trabalhismo, que fora a reforma trabalhista de 2017.

Esse marco traumático arrasou com inúmeras conquistas, despiu em diversos direitos toda uma sociedade, desorganizou um país!

Porém, a duras penas, resistiu a unicidade sindical, embora tentada de maneira arrasadora pelas forças ocultas e opostas sua retirada, o que decretaria o total rompimento das possíveis proteções ao trabalhismo.

Passados alguns anos, temas relevantes sendo levados ao Judiciário para reorganizar e tentar proteger direitos violados, o que o sindicalismo está fazendo?

Pois bem, lançamos o convite à uma reflexão para um movimento verdadeiro e honesto sobre o “canibalismo sindical”.

Isso mesmo! Em sua mais clara definição estamos falando sobre a existência de uma relação desarmônica em que um indivíduo se beneficia ao se alimentar, mas o outro é prejudicado com a morte.

Apesar de todas as dificuldades ocorridas, o SINDPD-SP não abriu mão de seus valores, de manter a sua CCT acima da média, de ser pioneiro na jornada de 40 horas e da jornada 5×2. Jamais aceitou nem aceitará ser colocado de joelhos pelo poder econômico!

Resistência é a palavra de ordem do SINDPD-SP e da FENATI.

Repetimos: o SINDPD-SP, na preservação de sua base de representação, buscou na justiça onde o bom senso não foi capaz de imperar.

A concessão da tutela antecipada no processo 1000874-32.2026.5.02.0080, fruto de decisão assinada pelo Juiz do Trabalho da 80ª Vara do Trabalho de São Paulo, e publicada nesta quarta-feira (27), dá um recado claro a todas as entidades sindicais de São Paulo e do Brasil: o SINDPD-SP não assistirá inerte a tentativas de invasão de sua base de representação por parte de outros sindicatos, que apostam no canibalismo entre atividades econômicas e na destruição da unicidade sindical consagrada na Constituição Federal.

“Determino a SUSPENSÃO DE TODOS OS EFEITOS DA ASSEMBLEIA GERAL DE ALTERAÇÃO ESTATUTÁRIA DO SINTETEL-SP, convocada para o dia 28/05/2026, no que tange à inclusão, em seu âmbito de atuação, de categorias de trabalhadores JÁ ABRANGIDOS NO ESPECTRO DE REPRESENTAÇÃO DO SINDPD-SP”, diz trecho da decisão da Justiça do Trabalho.

“…fica, ainda, autorizado a valer-se do disposto no artigo 212 e parágrafos do cpc e utilizar-se de força policial, arrombamento e prisão a quem se opuser ao cumprimento da presente ordem”, conclui o magistrado no mandado de intimação, publicado no âmbito da ação que corre no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região (TRT-2).

Que não restem dúvidas a essa ou a qualquer outra entidade que pretenda incluir em sua base de representação os trabalhadores em Tecnologia da Informação, ou agir em nome da categoria que é representada pelo SINDPD-SP, que seguiremos até as últimas instâncias para garantir a representação dos trabalhadores de TI e de suas normas coletivas que não são precarizadas.

A realidade para o trabalhador seria explícita: trocar uma Convenção Coletiva com 40 horas semanais, com um auxílio-creche de até R$720 por mês até 72 meses, adicional noturno de 30% e hora-extra de 75% por uma norma coletiva com 44 horas semanais, com um auxílio-creche 3 vezes menor até 36 meses, adicional noturno de 20% e hora-extra de 50%. Um negócio lucrativo apenas para as empresas, mas péssimo para a categoria de Tecnologia da Informação.

O SINDPD-SP seguirá até as últimas instâncias para defender o cumprimento da lei e da decência no movimento sindical.

A audácia do que pretendeu o SINTETEL-SP é tão grande, que, a pretendida invasão não se dá somente na base de representação do SINDPD-SP, pois outorgou procuração a advogado para que “busque” a representação dos trabalhadores em provedores de internet, categoria expressamente excluída de sua Certidão Sindical vez que representada por outro sindicato de São Paulo.

E antes que se tente negar esse fato, confira a procuração clicando aqui.

Não aqui! Travaremos as batalhas contra os inúmeros ataques entre sindicatos, que orquestram suas atuações na ampliação de suas bases como forma de angariar novas representações, pretendendo violar um dos poucos temas preservados após a reforma trabalhista, a Unicidade Sindical!

O patronato tenta criar formas de cooptar sindicatos laborais a fim de promover essa desordem, criando cenários aos seus interesses e deixando o lado laboral digladiar-se e assim, enfraquecer-se.

Portanto, é preciso expor a situação que coloca em risco uma reconhecida e valorosa trajetória por meio de práticas desleais e duvidosas!

Não sejamos atores desse canibalismo sindical, cuja sua essência e existência está sendo alimentada apenas por ambição!

O SINDPD-SP e a FENATI assumem o seu protagonismo em construir uma muralha de resistência contra este tipo de atitude e não se furtarão do seu papel de serem a última fronteira de proteção do trabalhador em tecnologia da informação e do próprio movimento sindical. Não recuaremos um milímetro!

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