Estudo aponta que biometria facial erra mais com idosos e amplia desafios no acesso digital
Biometria facial registra mais falhas entre idosos e dificulta acesso a serviços digitais. (Foto: Reprodução/Magnific/stwul/Imagem gerada por IA)

Estudo aponta que biometria facial erra mais com idosos e amplia desafios no acesso digital

Mudanças na aparência, dificuldades com smartphones e limitações da tecnologia aumentam as falhas na autenticação digital

Biometria facial – Pessoas idosas enfrentam mais dificuldades ao utilizar sistemas de reconhecimento facial, tecnologia cada vez mais presente em aplicativos bancários, plataformas governamentais e serviços digitais. De acordo com dados citados por especialistas, a taxa de erro na autenticação biométrica pode chegar a ser cinco vezes maior entre pessoas com 70 anos ou mais quando comparada à registrada entre adultos mais jovens.

As falhas podem impedir o acesso a aplicativos e benefícios, além de aumentar o risco de validações incorretas, situação em que o sistema identifica outra pessoa como sendo o usuário legítimo.

LEIA: Organismos digitais evoluem percepção visual e reforçam teoria da evolução biológica

Especialistas explicam que parte desse problema está relacionada às mudanças naturais na aparência ao longo do envelhecimento. Como os sistemas de biometria trabalham com análises estatísticas, a precisão tende a diminuir conforme essas alterações se tornam mais frequentes.

Além disso, características como cor da pele, gênero e etnia também podem influenciar o desempenho da tecnologia. Segundo os especialistas, quando esses fatores se combinam, a probabilidade de erros pode aumentar ainda mais.

Outro obstáculo apontado é a dificuldade de muitos idosos em utilizar smartphones e aplicativos. O uso de aparelhos antigos, câmeras de menor qualidade, pouca familiaridade com selfies e limitações para seguir as orientações da tela podem comprometer a captura da imagem necessária para a autenticação.

O processo de validação também envolve diversas etapas, como instalação de aplicativos, criação de senhas, confirmação de códigos e autorização de acesso à câmera, o que pode tornar a experiência mais complexa e gerar insegurança, especialmente em serviços relacionados a benefícios e operações bancárias.

Especialistas defendem que empresas e órgãos públicos invistam em sistemas mais acessíveis, oferecendo alternativas de validação quando o reconhecimento facial falhar. Entre as recomendações estão interfaces com instruções mais claras, mensagens que indiquem o motivo da falha, atualização constante das bases de imagens e canais de atendimento humano para auxiliar os usuários.

Também são sugeridas medidas simples para melhorar a autenticação, como realizar a captura da imagem em locais bem iluminados, manter o celular na altura do rosto, utilizar uma conexão de internet estável e recorrer a métodos alternativos de acesso quando a biometria não funcionar. Segundo os especialistas, essas iniciativas podem reduzir barreiras e tornar os serviços digitais mais seguros e acessíveis para a população idosa.

(Com informações de Folha de S.Paulo)
(Foto: Reprodução/Magnific/stwul/Imagem gerada por IA)

Leia mais