Projeto que isenta imposto para notebooks trazidos do exterior avança na Câmara

Texto aprovado em comissão da Câmara prevê isenção do Imposto de Importação para computadores portáteis de uso próprio, equiparando equipamento a celular e relógio de pulso

Câmara – A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que isenta do Imposto de Importação computadores portáteis trazidos do exterior por viajantes, desde que destinados a uso próprio. A proposta atualiza as regras da chamada bagagem acompanhada e busca adequar a legislação à rotina de quem depende desses equipamentos no dia a dia. A decisão foi tomada em novembro, mas divulgada pela equipe de comunicação da Câmara apenas nos últimos dias.

Com a aprovação na comissão, o texto avança na tramitação, mas ainda precisa ser analisado por outras instâncias antes de se tornar lei. A medida pretende acabar com a tributação aplicada atualmente a notebooks que ultrapassam a cota de valor permitida.

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O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Zé Adriano (PP-AC), ao Projeto de Lei 2204/25, de autoria do deputado Dr. Jaziel (PL-CE). A nova versão detalha as regras sobre bagagem acompanhada para oferecer maior segurança jurídica à isenção.

Pela proposta, a bagagem de viajantes procedentes do exterior será isenta do Imposto de Importação para bens novos ou usados destinados a uso ou consumo pessoal, ou ainda para presentear, desde que a quantidade, a natureza e a variedade dos itens não indiquem finalidade comercial ou industrial.

O substitutivo inclui de forma expressa o computador portátil pessoal, como notebook ou laptop, na lista de bens isentos, desde que o equipamento seja compatível com as circunstâncias da viagem e esteja em uso pelo viajante.
Atualmente, o Regulamento Aduaneiro já prevê isenção para itens como celular e relógio de pulso, mas não trata o notebook da mesma forma.

“O uso de notebooks já faz parte da vida cotidiana. Não é razoável que esse tipo de equipamento continue sendo tratado como item de revenda ou de destinação comercial”, afirmou Dr. Jaziel, autor do projeto original.

A proposta tramita em caráter conclusivo, o que significa que não precisa ser votada pelo Plenário da Câmara caso seja aprovada em todas as comissões responsáveis. Após a Comissão de Desenvolvimento Econômico, o texto ainda será analisado pela Comissão de Finanças e Tributação, que avalia o impacto orçamentário, e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, responsável por verificar a constitucionalidade da matéria.

Se for aprovado nessas etapas sem apresentação de recursos, o projeto segue diretamente para o Senado, que atuará como Casa revisora. Caso os senadores promovam alterações, o texto retorna à Câmara para nova análise. Se aprovado sem mudanças, segue para sanção presidencial.

Mesmo tramitando em caráter conclusivo, o projeto pode ser levado ao Plenário da Câmara caso ao menos 52 deputados apresentem recurso. A isenção só passa a valer após a aprovação nas duas Casas do Congresso Nacional e a sanção do presidente da República.

(Com informações de Tecnoblog)
(Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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