INSS – Os serviços do Meu INSS ficarão indisponíveis de 27 a 31 de janeiro em razão de uma atualização tecnológica conduzida pela Dataprev. Durante o período, não haverá atendimento presencial nem funcionamento dos canais digitais. A interrupção ocorre após o aumento da demanda e a sequência de falhas registradas no aplicativo e no site nos últimos dias.
Usuários relataram problemas de acesso, erros no login e instabilidade tanto na versão móvel quanto na plataforma web. Em alguns casos, os sistemas sequer carregavam. Segundo a Dataprev, os transtornos foram provocados por um crescimento atípico no volume de acessos ao Meu INSS.
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De acordo com a empresa, em um único dia foram contabilizadas cerca de 8,5 milhões de consultas, número 143% superior à média diária de 3,5 milhões. O pico de acessos comprometeu o tempo de resposta do sistema e expôs limitações na infraestrutura tecnológica atualmente em operação.
A Dataprev sustenta que a pausa faz parte do processo de modernização dos seus ambientes digitais, dentro da estratégia de adoção de multinuvem. Em relatório divulgado em seu site, a estatal informa ter concluído mais de 120 demandas entre outubro de 2024 e outubro de 2025, com outras 70 iniciativas em andamento ou em fase de prospecção.
A maior parte dessas demandas teve origem na própria Dataprev. Segundo o levantamento, 84% dos projetos concluídos partiram de áreas internas da empresa, voltadas à otimização de serviços prestados à sociedade, com potencial de beneficiar mais de um órgão público. Os demais 16% corresponderam a solicitações específicas de ministérios e entidades federais, incluindo o próprio INSS.
A infraestrutura multinuvem tem sido utilizada para uma ampla gama de serviços, como APIs, armazenamento seguro de dados, plataformas de dados e comunicação, migração de sistemas, chatbots, blockchain e ambientes de design, desenvolvimento e capacitação. Também foram internalizados sistemas de outros órgãos federais, como plataformas ligadas ao setor agropecuário.
Operando há um ano, a nuvem da Dataprev utiliza infraestrutura de parceiros como AWS, Google, Huawei e Oracle. Entre as demandas já concluídas, a maioria envolveu serviços de infraestrutura como serviço (IaaS), que responderam por pouco mais da metade dos projetos. Em seguida, aparecem iniciativas que combinam IaaS com plataforma como serviço (PaaS), voltadas ao desenvolvimento e à execução de aplicações.
(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)


